terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Revolução Brasileira

  Façamos a revolução, antes que eles a desfaçam!

 

Por: J. Nito        

        A democracia no Brasil, ou seja, a democracia liberal burguesa é uma forma de manutenção do poder das elites econômicas no destino da população. Isso se da por conta de que essas elites sempre tiveram o controle das narrativas em relação a interpretação da realidade política e histórico-cultural ao longo da história brasileira. Este controle é feito através de uma programação de mercado aliada ao poder da mídia, produzindo um cidadão passivo em relação a dialética opressor/oprimido, fazendo com que este ultimo cometa a incoerência de interpretar a História de acordo com os interesses do opressor. 

        Destarte, o resultado dessa alienação política faz com que não se desenvolva consciência de classe no dia a dia dos trabalhadores, surgindo assim, por exemplo, dirigentes sindicais que comumente são denominados de pelegos. Paralelo a isso surge também o lumpemproletariado, conhecido popularmente como pobre de direita: uma espécie de traidor da sua própria classe. Ter a democracia  na mão invisível do mercado e não nas mãos do povo, seu verdadeiro dono, faz com que nossas vidas estejam de acordo com a flutuação do mercado financeiro. A apologia ao consumo propagada pelo capitalismo acaba revelando desvirtuações do tipo: espiritualidade de mercado, amor de mercado e sonhos de mercado. Isso associado a democracia acaba reforçando a corrupção do sistema político.

        Os acontecimentos na historia recente do Brasil evidenciam a clara influência daquilo que aqui chamarei de “3 M's ” - não necessariamente nesta ordem -: Maçonaria (vide Historia do Brasil), Mercado e Mídia. Essa é a trindade que reina no Brasil e que tem o verdadeiro poder sobre a democracia tupiniquim, alijando o povo e fazendo com que ele assista sua própria historia bestializado. Com essa democracia viciada não será possível construir uma nação de fato. Não se constrói soberania com uma burguesia que não valoriza o seu país. Não se tem liberdade em um país onde a burguesia investe em um capitalismo cada vez mais dependente de outras nações, como historicamente tem ocorrido no Brasil.

       

         Com uma democracia nesses moldes não é possível construir um país justo, pois toda vez que se tentou uma democracia coerente com os interesses do povo a burguesia antinacional reafirmou seu pacto com o mercado e fez valer a clássica tragédia brasileira dos golpes políticos, sempre com a velha máxima de “façamos a revolução, antes que o povo a faça”.

        

         Revolução! É disso que o Brasil precisa. Revolução! É disso que o povo precisa. Nós nunca tivemos uma revolução de fato, as estruturas de poder são dinásticas no Brasil. Não podemos mais acreditar nesta pseudodemocracia, ela não vai construir pais nenhum. Precisamos de uma revolução, uma revolução brasileira. Só através de revoluções se constrói mudanças estruturais. O que o Brasil precisa é de mudanças estruturais na política, economia e na sociedade.

       

         Falar sobre o modelo da nossa democracia e propagar uma revolução brasileira pode contribuir para o processo de libertação da nação. Tomar consciência sobre a realidade política do Brasil seguramente pode ser o inicio dessa revolução. Participar de movimentos políticos, culturais e libertários também pode ser um início para uma tomada de consciência revolucionária. Não se prostrar diante das futilidades da matéria e do mercado também pode ser uma boa arma para começar a revolução brasileira. O voto também pode ser uma arma revolucionaria, desde que seja coerente com sua classe social. Contudo, o voto não é suficiente, é preciso consciência de classe e participação política.

        

         Revolucione-se, tome consciência sobre sua própria historia, seu corpo e sua mente. Não permita que o mercado e a mídia passem a decidir o que você deve pensar o que você deve comer ou vestir. Não permita que o mercado se aproprie da sua consciência e educação, assim também em relação as nossas crianças. Revolucione-se, tome posse de você mesmo. Liberte-se das armadilhas deste sistema viciado. Cuidado com o submundo da internet e as armadilhas das redes sociais. Se liberte dos padrões impostos por essa lógica de mercado que coisifica o ser humano. De atenção a seus sentimentos, se aproxime da arte, leia livros. Busque a individuação e não o individualismo, Questione os métodos e seja amigo da filosofia. Volte-se para a natureza e para o sol. Revolucione-se!

 

Façamos a revolução primeiramente em nós mesmos, antes que eles a desfaçam!!!        


 

*Anexo

     Segundo o Historiador Humberto Matos de Oliveira “revolução significa a tomada do poder político pela classe até então fora do poder político. Nossa classe dominante foi inserida num contexto de dependência dentro da política internacional, dependência em relação a centralidade do capitalismo. Enquanto não tivermos outra classe liderante, enquanto essa classe não for uma classe popular, não romperemos com a lógica com a qual fomos inseridos na economia global”. Humberto Matos tem um canal no YouTube de críticas sobre economia política, história, filosofia e sociologia.

(link do canal de Humberto Matos: Canal do Humberto Matos)

 

Para mais, assista ao vídeo de Humberto Matos que fala sobre a necessidade de uma Revolução Brasileira.

Caso não visualize o vídeo click: #RevoluçãoBrasileiraJá

quinta-feira, 12 de março de 2020

A Terra é Plana...?!

CIÊNCIA versus CIÊNCIA: A *Casa do Saber promove debate sobre a atual crise de paradigmas na ciência moderna


Por: J. Nito

      A Casa do Saber de São Paulo através do  programa "Quem Somos Nós?", em parceria com a Rádio Eldorado FM, propõe uma serie de debates com pesquisadores sobre a atual crise na ciência em relação ao formato da terra e outros temas polêmicos como a suposta culpa humana  no chamado aquecimento global e uma nova interpretação científica que contraria o evolucionismo de Charles Davim, denominada de **Teoria do Design Inteligente (TDI).



      A série sobre Negacionismo foi gravada no final de 2019 com a tentativa de entender e discutir correntes de pensamento que não aceitam os "consensos" científicos atuais. O primeiro a ser entrevistado por Celso Loducca, sócio-fundador da Casa do Saber de São Paulo foi o pesquisador  e escritor terraplanista Jota Marthins. O pesquisador é autor do livro “O Universo Que Não Te Apresentaram" da editora Book Express .   Marthins contou que teve conhecimento da teoria da terra plana através de videos do YouTube.

A Curvatura

   
      Em busca da curvatura da Terra esférica, o pesquisador fez diversos  experimentos, chegando à conclusão de que a Terra é plana. Marthins conta que teve que desenvolver um calculo de curvatura baseado em Pitágoras, pois a ciência moderna ainda não havia apresentado este calculo. Segundo ele, este calculo "consegue modificar a altura do observador e a altura do alvo e colocar a distancia. Ele vai te colocar no lugar exato no modelo do globo". O pesquisador coloca que, segundo a métrica do globo apresentada pela ciência, os números não batem com a realidade observável.


      Nas palavras de Jota Marthins, a escolha por parte da ciência moderna pelo paradigma heliocêntrico esférico, - além de questões ligadas à geopolítica/globalização - tem intenção de “tirar Deus da equação” e diz que: “o modelo que vem do heliocentrismo, que vem do Big Bang... tudo isso é pra exatamente tirar o modelo criacionismo científico”. continua dizendo que ”hoje nos temos diversos cientistas que estão falando em criacionismo, chama TDI, Teoria do Design Inteligente”.

      O pesquisador do paradigma plano da Terra ainda afirmou que o livro de Gênesis relata um modelo de terra plana, e aponta o versículo em que diz: “e fez Deus um firmamento para separar as águas de cima e as águas de baixo”.




      Em relação ao direito de questionar a ciência Loducca afirma que “o direito de questionar é pra sempre. A ciência é baseada em questionamentos, não tem nenhum problema. É uma bobagem impedir alguém de questionar”.

      Loducca aponta também que o movimento negacionista terraplanista não ocorre só no Brasil, mas sim, em todo o mundo. Celso Loducca é empresário, publicitário, sócio-fundador da Casa do Saber, conselheiro da TIM Brasil e da ONG Parceiros da Educação.

      Ao término do programa Celso Loducca faz a pergunta mote do programa a Jota Marthins: Quem somos nos? na qual o pesquisador responde que “nos somos pessoas dadas por uma inteligência absurda mas que, mesmo com essa inteligência absurda, nos somos facilmente manipulados [...] nos não podemos nos deixar levar por ideias. Ideias são legais, elas podem ser discutidas, elas podem ser contrariadas, elas podem ser aceitas. Agora a verdade, os fatos, não pode ser discutida, porque ela simplesmente é um fato”.
   
      Antes de qualquer opinião apaixonada, o desafio aqui, é o de assistir na integra os vídeos. O primeiro vídeo, o da serie sobre Negacionismo – Terra Plana tem 1 hora e 17 minutos. O segundo vídeo, com 1 hora e 52 minutos, trata do Negacionismo - Design Inteligente. O ultimo vídeo, com 1 hora e 8 minutos, encerra a serie tratando do tema: Ciência e Anticiência.

Segue abaixo os programas, em ordem de publicação, feita pelo canal do: Quem somos nos?


Negacionismo – Terra Plana





Negacionismo: Design inteligente, Marcos Eberlin


      O segundo entrevista da série Negacionismo se volta para a origem da vida e convida. O professor Marcos Eberlin fala sobre o design inteligente, hipótese segundo a qual certas características do universo e dos seres vivos seriam mais bem explicadas por uma “causa inteligente” – no lugar de um processo não direcionado, como a seleção natural. 


Negacionismo com George Matsas

     
      A série termina com um programa de contraponto: ciência e anticiência comentadas pelo doutor em física teórica, pesquisador e professor da UNESP George Matsas. No papo, o cientista abordou a importância das descobertas e do conhecimento científico serem claramente comunicados para a sociedade; e avaliou como a ciência nos “ensina a viver melhor”.



      A teoria da Terra Plana, e outras teorias negacionistas, começou a ser discutida no Brasil por volta de 2015, principalmente em canais do YouTube. Esta Teoria tem sido discutida nos Estados Unidos e Europa através de conferencias e nas redes virtuais. Destarte, o assunto se tornou um dos mais debatidos e polêmicos. Negar este e outros debates ligados a consensos propostos pelo ***establishment científico é fechar os olhos para questões que estão intimamente ligadas a nossa existência.


Notas:


*A Casa do Saber surgiu em 2004 em São Paulo a partir de um grupo de amigos que se reuniam em casa em torno de um professor de filosofia. Unidos até hoje, eles compõem o conselho diretor da Casa do Saber: (casadosaber.com.br)

**A teoria do design inteligente (TDI) é definida como “uma teoria científica que defende que certas características do universo e dos seres vivos são mais bem explicadas por uma causa inteligente ao invés de processo não direcionado, como a seleção natural”. Também pode ser entendida como o estudo dos padrões na natureza que carregam as marcas de causalidade inteligente:  (https:seer.ufrgs.br/hcpa/article/view/59738).


***Grupo sociopolítico que exerce sua autoridade, controle ou influência, defendendo seus privilégios; ordem estabelecida, sistema. A origem da palavra establishment é  inglesa. (dicio.com.br/establishment/)












domingo, 26 de janeiro de 2020

Travessia

  “O diabo na rua, no meio do redemoinho” 

    



ROSA, João Guimarães. “Grande Sertão: Veredas”. 19. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

Por: J.Nito

      O titulo deste texto é a síntese da minha experiência com a leitura de "Grande Sertão: Veredas" de João Guimarães Rosa. O romance foi publicado em 1956 sendo um monologo sem divisão em capítulos e com quase 600 paginas, por isso a sensação de, de fato, estar passando por uma travessia. Contudo, a imersão que esta leitura proporciona deixa claro que a travessia é de extrema importância para reflexões sobre questões físicas e metafísicas.


      No livro encontramos descrições sobre a fauna e a flora de parte do interior do Brasil - os personagens transitam nos estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás. Sobre uma perspectiva regionalista o texto pode ajudar nos estudos sobre nossa brasilidade. Porem,  o que mais nos deixa preso a esta leitura é o caráter de transcendência em relação ao regionalismo. O autor aborda temas universais para o ser humano, como a existência de Deus e do diabo, o amor e o ódio, a vida e a morte, o sofrimento e a alegria, entre outros mais.


"O diabo na rua, no meio do redemoinho"


      Esta frase é encontrada ao longo da obra em diversos momentos, e ela revela o ar poético e metafísico no qual a travessia segue. O personagem principal Riobaldo, um ex-jagunço, narra suas lutas e seus medos, se vendo constantemente mergulhado em saudade  por seu amor Otacília, e em um redemoinho de pensamentos relacionados a seus desejos mais íntimos e perturbadores. Paralelo a isso Riobaldo filosofa e poetiza no olho do furacão de sua travessia, devaneando sobre a existência de Deus e o diabo.

Minha primeira poesia

   
        Como já dito, minha experiência com a leitura deste livro foi e ainda esta sendo –sobretudo agora escrevendo sobre esta leitura- uma verdadeira travessia. Travessia que me colocou em lugares que jamais achei que poderia adentrar. Por exemplo, eu nunca imaginei que pudesse escrever uma poesia! Destarte, o lugar em que este livro me transportou me inspirou poeticamente também. Quando dei por mim estava declamando uma poesia:



      Nonada, palavra inicial do poema, sendo também a palavra que da inicio a historia em Grande Sertão: Veredas. Significa coisa de pouca importância, de pouco valor, insignificante, ninharia. Não quero explicar o significado desta poesia, embora a leitura do livro possa levar a algum entendimento sobre ela. Só posso dizer que as entrelinhas em que percorri nesta travessia sopraram aos meus ouvidos essas palavras, com isso, me fez ver o que não estava vendo. Seria muita pretensão minha tentar explicar este livro -e não é essa a intenção aqui-, mas tenho que dizer: a impressão que tive ao ler este livro era de estar dentro da maior poesia sobre o amor já escrita.


A intersubjetividade na leitura de livros

     
     Para você que for se aventurar nas diversas travessias em que os livros proporcionam, deixo uma reflexão do filosofo *Arcângelo R. Buzzi, sobre o ato da leitura: “a compreensão do livro é sempre intersubjetiva. Nele esta contida uma profundidade da experiência humana que não pertence ao autor nem ao leitor. Mas que pertence a obra do livro como tal. E que não pode ser explicada a partir do contexto econômico-social ou psíquico-individual. Só pode ser pensada. Ler não é explicar. É pensar”.

      Sobre a relação dialética ocorrida em contato com um texto Buzzi aconselha “ler dialogando. O livro é encontro. À medida que for lendo, de suas paginas surge o interlocutor que fala e discute com você, opõe resistência, provoca, engana, ensina, ouve e confirma. O livro é templo de sabedoria. Quem nele entra, cumpre o oráculo de Apolo: “Conhece-te a ti mesmo””. Posto isso, só tenho a dizer que "Grande Sertão: Veredas" é um dos livros mais transcendental  que já li. Para quem se entregar de corpo e alma será impossível sair do outro lado da travessia sendo o mesmo que entrou. 



Frases e aforismos de “Grande Sertão: Veredas”




"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou."

“todo-o-mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece principalmente de religião: para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. No geral. Isso é que é a salvação da alma... Muita religião, seu moço! Eu cá, não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Bebo água de todo rio... Uma só, para mim, é pouca, talvez não me chegue”

“Sertão: é dentro da gente”.

"Esta vida está cheia de ocultos caminhos. Se o senhor souber, sabe; não sabendo, não me entenderá."

“Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por que é que é."

“sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Viver é muito perigoso..."

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende."


"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."

"Tem horas em que penso que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto."

“A força de Deus quando quer – moço! – me dá o medo pavor! Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho – assim é o milagre. E Deus ataca bonito, se discutindo, se economiza.”



“Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver.”


“Quem desconfia fica sábio.”


“Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.”


“Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo”

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”

“Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for… Existe é homem humano. Travessia.”



Romance metafísico

     
     Ainda sobre a verve metafísica, no vídeo abaixo o sociólogo e crítico literário **Antonio Candido, faz uma analise sobre o livro e coloca que a obra de Guimarães Rosa se trata de um “romance metafísico” e acrescenta que “a força do Grande Sertão: Veredas é a ambiguidade é o paradoxo é o deslizamento constante de sentido”.



Assista entrevista dada por Antonio Cândido sobre a obra de Guimarães Rosa:









Rara entrevista  de Guimarães Rosa

     
      Assista a uma rara entrevista de João Guimarães Rosa com Walter Höllerer para um canal de televisão independente em Berlim, em 1962. Ao que parece, essa é uma  das únicas imagens em movimento do escritor, retiradas do documentário "Outro Sertão", dirigido por Adriana Jacobsen e Soraia Vilela. Guimarães Rosa apresenta o livro Grande Sertão: Veredas. Rosa foi embaixador em Berlim em 1936.



     





Sobre o autor

       João Guimarães Rosa (1908-1967) nasceu em Cordisburgo, interior de Minas Gerais, no dia 27 de junho. Fez parte do terceiro tempo do Modernismo, caracterizado pelo rompimento com as técnicas tradicionais do romance.
     
      Cursou Medicina na Faculdade de Minas Gerais, formando-se em 1930. Datam dessa fase seus primeiros contos, publicados na revista O Cruzeiro.

      Foi o terceiro ocupante da Cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1967. Fez parte da terceira geração modernista, chamada de "Geração de 45".

     
      Guimarães Rosa escreveu contos, novelas, romances. Muitas de suas obras foram ambientadas pelo sertão brasileiro, com ênfase nos temas nacionais, marcadas pelo regionalismo e mediadas por uma linguagem inovadora (invenções linguísticas, arcaísmo, palavras populares e neologismos). 

     Foi um estudioso da cultura brasileira. Sua obra que merece maior destaque e por ter sido a mais premiada, é “Grande Sertão: Veredas”, publicada em 1956 e traduzida para diversas línguas. 

Algumas obras de Guimarães Rosa: 


Magma (1936)

Sagarana (1946)

Com o Vaqueiro Mariano (1947)

Corpo de Baile (1956) dividida em três novelas: “Manuelzão e Miguilim”, “No Urubuquaquá, no Pinhém” e “Noites do sertão”.

Grande Sertão: Veredas (1956)

Primeiras Estórias (1962)

Campo Geral (1964)

Noites do Sertão (1965)


      
      No auge da carreira de escritor e diplomata, Guimarães Rosa, com apenas 59 anos, faleceu na cidade do Rio de Janeiro, dia 19 de novembro de 1967, vítima de infarto. 



Notas de rodapé:


*Buzzi, Arcângelo Raimundo: “Introdução ao pensar- O Ser, o Conhecimento, a Lingaugem”Ed. Vozes, 26ª Edição – Petrópolis 1999. (Parágrafos citados: pag. 187-196) .

**Antonio Candido (1918-2017) foi um sociólogo, crítico literário, ensaísta e professor. Figura central dos estudos literários no Brasil. Autor de “Formação da Literatura Brasileira”, livro fundamental para quem quer entender a literatura brasileira.